Pronta para a escolinha!

Nunca pensei que a creche podia ser um problema. Isto porque encontrámos uma, bem antes da Alice nascer. Inscrevi-a quando ela ainda estava na minha barriga e pareceu-me o lugar indicado. Era perto de casa, a educadora era simpática e muito acessível, e o horário era perfeito para as nossas necessidades. Um dia, em conversa com a minha amiga D., percebi que se calhar não tinha sido uma boa escolha. Isso levou-me a recordar o dia em que fui conhecer o infantário. Tinha-me precipitado, fiquei deslumbrada com a atenção da educadora e acabei por desvalorizar os restantes pormenores.

A D. convenceu-me a conhecer o infantário onde ía inscrever a filha dela. Decidi conhecer o espaço, afinal não tinha nada a perder. Era mais amplo, as auxiliares eram mais jovens e a mensalidade era mais reduzida. Os horários de funcionamento eram os mesmos, bem como a localização. Ainda assim, mantive a inscrição da Alice. No inicio de Outubro fomos à reunião de pais e realmente deixou-nos com algumas dúvidas. Mas não tive coragem de mudar a Alice de escola. Pensei: «vamos ver como corre. Se não correr bem, mudo-a». Curiosamente, uns dias depois, a educadora ligou-nos a dizer que iria para outro infantário e que o melhor seria procurarmos outro lugar para a Alice porque aquele sítio ía fechar dentro de pouco tempo e não valia a pena manter a inscrição já que teríamos que passar por um novo processo de adaptação noutro berçário. Agradeci a consideração que tinha demonstrado para connosco e inscrevemos a Alice no outro berçário.

Pouco tempo depois da Alice começar a frequentar a escolinha nova, percebemos que havia pouca comunicação entre os funcionárias e os pais, e que não havia um programa curricular adaptado aos bebés. Nas minhas curtas visitas ao berçário, percebi que a Alice ficava o dia praticamente todo sentada na espreguiçadeira e sentia-me frustrada porque, já que não podia estar com ela, queria que a Alice aproveitasse aquelas horas para desenvolver-se sobretudo a nível motor. A creche deveria ter um papel importante nesse aspecto e isso não estava a acontecer. Por outro lado, muitas pessoas nos diziam que é normal que nesta fase (dos 4 até aos 10 meses, pelo menos) a maior parte dos infantários não estimule os bebés. Para mim, não fazia sentido. Esta é uma óptima fase para os bebés serem estimulados e existem várias formas de o fazer: através do movimento, do som, do tacto.

Mais uma vez tinha-me precipitado, mas conformei-me. Para o ano com mais calma procuraria um lugar melhor, pensei. Mas um mês depois, a educadora disse-nos que iam mudar de espaço dentro de 2 semanas. Tínhamos que procurar outro berçário! Por um lado, senti-me aliviada porque não estava a gostar da forma como tudo estava a correr, mas por outro fiquei preocupada: não ia ser fácil encontrar um berçário com vagas a meio de Novembro e muito menos perto de casa! E, de facto, não foi fácil. A maior parte dos berçários ou não tinha vagas ou não aceitava bebés com menos de 10 meses e que ainda não andassem.

Finalmente, encontrámos uma creche com apenas uma vaga para bebés a partir dos 4 meses. Era a nossa última hipótese! Ficava um pouco mais longe de casa, mas tinha óptimas condições e as auxiliares eram afectuosas e muito profissionais. Por outro lado, o infantário dispunha de transporte próprio para ir buscar e levar os meninos a casa. Menos um problema para nós! Há comunicação diária com os pais e os bebé têm espaço para brincar. Felizmente, a vida acabou por nos nos levar ao sítio certo por trilhos e caminhos inesperados.

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