Dia de vacinas

Hoje a Alice foi levar as vacinas dos 12 meses. Sarampo, Prevenar e Meningite C. Estas fazem parte do Plano Nacional de Vacinação e, por isso, não têm nenhum custo. Apesar de serem caras, optámos também por administrar  aquelas que estão fora do plano de vacinação como a Rotavírus (porque a Alice iniciou a creche aos 5 meses) e a Bexero (porque a pediatra recomendou e nestas coisas acredito que mais vale prevenir do que remediar). Mas esta última foi interrompida devido às bronquiolites recorrentes da Alice nos meses de inverno. Agora que tudo parece estar a voltar ao normal, vamos retomar as doses em falta. Hoje foram três no mesmo dia: duas num bracinho e uma no outro.

Nunca pus em causa vacinar a Alice. Faço aquilo que acho que é o melhor para ela e para nós. Nenhum pai e nenhuma mãe gostam de ver o seu bebé doente e a vacinação é uma forma de evitar o contágio de doenças que podem tornar-se graves se não forem combatidas, especialmente tratando-se de um sistema imunitário tão vulnerável como o do bebé nos primeiros meses de vida. O surto de sarampo a que assistimos há bem pouco tempo é um exemplo disso e fez-me questionar: porque há pais que optam por não vacinar? O que será mais importante do que a saúde dos seus filhos? Principalmente porque essa escolha pode pôr em risco a restante população. Por mais plausíveis que esses motivos possam parecer (sejam eles crenças religiosas ou a defesa de uma qualquer teoria infundada sobre o poder da indústria farmacêutica e os seus efeitos), nenhum motivo me parece mais importante do que a saúde dos nossos filhos. Doenças que são inofensivas hoje graça ao avanço da medicina e da descoberta de novas vacinas – como o sarampo, a tuberculose, a tosse convulsa, entre outras – eram mortais há 100 anos atrás. Se a medicina avança é para que todos possamos ter mais qualidade de vida.

Foi difícil ver a Alice a chorar e a soluçar com as picas. Mas nada que um abraço da mamã e um aconchego bom não curem. Acho que me sentiria terrivelmente culpada se escolhesse não vaciná-la e lhe acontecesse alguma coisa de grave.

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